terça-feira, 5 de janeiro de 2010

OS DESAFIOS DE HELOÍSA HELENA



Nas eleições passadas Heloísa Helena deixou o PT, fundou o PSOL e foi candidata a Presidência da República, resultado, tornou-se vereadora de Alagoas. Mas enjoou, e agora não quer arriscar mais, por isso já desde o ano passado costurou em seu partido e fora dele alianças que visam prioritariamente viabilizar a sua vitória eleitoral como candidata ao Senado Federal, acima de interesses de afirmação da sigla.
Os componentes de definição de uma candidatura, por vezes, dizem o que podemos esperar dela ou não. Estes podem ser observados pelos seguintes momentos de definição:
- da composição partidária: elemento instrumental material de campanha (estrutura de campanha);
- da campanha em si: definição do eleitorado que tem como base importante (além de outros fatores): a imagem do candidato e sua exposição perante o eleitorado;
- da definição posterior dos acordos (depois do resultado eleitoral): estes poderão garantir sustentabilidade de governo – aqui temos a política no plano da atividade prática de governo ou representação.
Heloísa Helena tem problemas no entanto, no que diz respeito a alguns desses fatores, a candidata não tem com quem compor previamente (por isso tem se esforçado em unir o PSOL a candidatura de Marina Silva), com isso não garante palanques, sobretudo no interior do estado. Ademais, mesmo que conte com Marina, ainda assim, corre risco de não ter palanque estadual, isso por que o PSOL é um partido em que na tomada de posições e práticas se percebe a definição de alas que gravitam, muitas vezes entorno dos políticos que elege. O problema é que a ala de Heloísa Helena cada vez mais tem se mostrado reduzida no partido e perdido espaço, o que lhe garante menor apoio material inclusive (não diria, no entanto, que o fator material seja o seu maior problema, no que tange a material gráfico, mas o tempo de televisão e palanque, é sim um problema).
Como já foi dito, a candidata do PSOL tem desesperadamente insistido em uma chapa com o PV, para garantir alguma sustentação de palanque e horário eleitoral de TV e rádio.



HELOÍSA E SERRA: SINA SIMILAR

Mas um fato parece incontroverso, tanto Heloísa, quanto Serra não tem escolha, e parecem empurrados para uma “quase” única alternativa, serem candidatos ao Senado e a Presidência da República, respectivamente. Não resta a candidata escolha, senão arriscar.
O imperativo histórico lhe coça as costas – caso continue vereadora, sua carreira e domínio partidário estarão fadados a um arrefecimento e invisibilidade. No caso de Serra, o problema é que para ele, a última chance como candidato ao maior cargo da República se apresenta feito espelho.


O BINÔMIO SERRA-AÉCIO

Aécio deixa claro que é detentor de uma postura individualista e que:
- uma vitória de Serra, seria para ele prejudicial, sobretudo se saísse como vice em sua chapa, por que passaria para o universo da invisibilidade política;
- a derrota de Serra não lhe seria prejudicial já que despontaria como figura de futura quase que única para a direita nacional e contaria com o risco de uma má avaliação do governo de Dilma.
Para piorar, para Heloísa Helena, é bem provável, pelo que indica a tendência dos números de pesquisas, que a candidatura de Marina Silva tenha empacado, acerca desse assunto, dê uma olhada nesta postagem do Blog do Zé.

Nenhum comentário:

Postar um comentário