sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O PROGRAMA MÁRCIA DA BAND DEBATE "LULA - O FILHO DO BRASIL" E O GOVERNO



PROGRAMA NUMERO UM DE 2010 - TEM QUE FALAR MAL DO LULA!
Hoje, dia primeiro de janeiro de 2010, no programa da Márcia Goldschmidt, da Rede Bandeirantes, foram convidados três comentaristas, que junto com a apresentadora comentaram temas midiáticos de 2009 que segundo a seleção do seu programa foram marcantes. Dentre os fatos, a morte de Michael Jackson, por exemplo foi um dos últimos a ser comentado pelos convidados de Márcia.
No entanto, ao fim do programa, dois temas foram tratados, a vitória da proposta brasileira para sediar os jogos olímpicos de 2010 e o lançamento nacional do filme "Lula, o filho do Brasil" no dia de hoje.
A fala dos participantes foi nos dois casos de um fato positivo seguido de razões de desconfiança. Quanto a vitória da sede olímpica, apontaram que o Brasil poderia fazer feio se não iniciasse já de imediato as atividades de implementação e organização dos jogos, além da eterna desconfiança de corrupção nas atividades públicas. Um dos convidados, o Sidney Magal, chegou a dizer que os gritos de vitória mostrados em cadeia internacional da delegação brasileira no momento da declaração do comitê olímpico era já a exposição de alegria daqueles que iriam lucrar por fora.
Bom, além deste rompante precipitado e pouco responsável deste homem da mídia, outro comentário, do mesmo, acompanhado pelos demais, era a fala de que teria sido "deselegante" por parte de Lula lançar o filme antes da eleição de 2010.
Para entender como um governo ganha a sede de uma olimpíada, e acreditem carisma e sorte valem pouco, leiam:
http://lcacoman.blogspot.com/2009/10/vitoria-do-planejamento-estrategico-do.html


COMENTANDO OS COMENTÁRIOS
Os comentários observados revelam alguns fatores interessantes do comportamento dos homens de mídia, dos ricos e alta classe média. Primeiro, como observou-se em uma declaração de Márcia, os comentários que estão apresentando são retirados de veículos como a revista Veja (franco opositor do governo Lula, não é de hoje).
Ademais, o filme "O filho do Brasil" se trata de um empreendimento comercial, o valor total de suas despesas ainda não foi quitado, conforme declarou a sua equipe de produção. E mais, o filme pretende não só alavancar platéias no Brasil, mas no mundo inteiro, inclusive para pagar as despesas e obter lucro. É um filme comercial, não propaganda eleitoral gratuita. Lula conta no momento atual com um prestígio e visibilidade absurda no plano internacional, por isso, não lançar o filme agora, seria uma tolice tremenda, no plano do investimento. Não tem almoço grátis, no mundo dos negócios, você sabe bem disso, não é Magal?

Esperar um ano para lançar um filme terminado, que tem dívidas a pagar, convenhamos, este tipo de comportamento "ético", nem o programa da Márcia, nem sequer o Sidney Magal tem. Ao contrário, a exposição de corpos nús e da intimidade a partir do parâmetro do escândalo só revelam o baixo padrão "moral" com o que estes tratam sua audiência.
Ademais, um outro fator deve ser observado:
a) a inevitabilidade de que o governo Lula tem pontos positivos, e que Lula é um ícone inegável ficou presente nas falas destes autênticos comentadores;
b) a preocupação dos mesmos com a "falta de sabedoria" do povo brasileiro, em uma sociedade paternalista, como teria dito Márcia, é a de que as pessoas não confundam a bonita história de Lula, com o seu candidato, tanto quanto não tomem como parâmetro, segundo Sidney Magal, a história de sofrimento e de dificuldade material como único referencial de dignidade e "moralidade". Em verdade a preocupação era com a possibilidade de ativação do eleitorado e sua disposição em votar no candidato de Lula.

RECADO PARA MÁRCIA E MAGAL
Pois bem, fiquem tranquilos, caros comentaristas.
Apesar de suas resistências, prováveis, a figura de Lula e de sua candidata Dilma, em verdade o povo brasileiro, mais humilde, a maioria do povo brasileiro, e parte da classe média, e mesmo a opinião pública internacional, não entendem Lula como um sujeito digno de admiração somente por sua pré-condição de retirante nordestino. Mas por suas realizações governamentais, pela sua atuação no plano das negociações internacionais, também, por sua habilidade pessoal como homem público, e pelo ótimo desempenho de seu governo que efetivaram ganhos econômicos e sociais (nunca obtidos no Brasil antes), dentro do período de maior crise econômica da recente história mundial, que não deixaram de ser notados como notícia pelos mais distantes desses fatos e como ganho efetivo por milhões de brasileiros.
Fiquem tranquilos, o eleitorado brasileiro, sabe o que faz, se emociona com a morte do Michael Jackson, como vocês, mas tem que correr atrás da manutenção de sua condição de vida, todo santo dia, e não é um tolo alienado da realidade, fiquem tranquilos!
Leia também, como complemento, para entender comportamentos chiliquentos e com base em moralismos de classe:

3 comentários:

  1. Demônio, eu estava assistindo essa Roda Morta comandada por campeã do barraco e cantor protobrega... meu Deus, será que nenhum de nós tinha coisa melhor pra fazer? hehe.

    Mas o nobel da Boçalidade de todos os tempos vai para Boris Casoy, que surge numa gafe terrível no vídeo abaixo com ofensas e humilhações para com dois garis - uma aula de como o eleitorado tucano de classe média pra cima pensa.
    (digite Boris Casoy no youtube, estou tentando colar o linque mas não consigo).

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  2. Pois é, temos o mesmo gosto refinado!
    Do Boris tenho visto rompantes de classe que levaram a apoiar na cara dura, sem qualquer desfarce de imparcialidade Collor, FHC (tomando Lula como incapaz e ignorante), Serra, Alckmin (ele não desiste). Sempre utilizando o velho jargão (talvez até argumento-muleta-slogan-publicitário-moralista): "isto é uma vergonha!"
    Como diria Abravanel: Boris, você é comediante? Então, você é candidato pelo PSDB?
    Ah, você é apresentador de programa de auditório? Ah, você é um reacionário de primeira linha? Boris, sai pra lá, sai pra lá... Oie!!

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  3. Boris credenciado para liderar a campanha publicitária do Nosferatu (O Zé Alagão).

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