sábado, 16 de janeiro de 2010

MARINA MORENA MARINA, VOCÊ SE PINTOU - OS BASTIDORES DA CANDIDATURA VERDE


Em uma postagem anterior - tratando das dificuldades de Heloísa Helena fazer viável sua candidatura (passível de vitória efetiva) e como a meu ver isso não parecia tão fácil assim - falei dos diferentes enfoques pelos quais podemos observar a definição de uma candidatura, que abaixo reproduzo:


Os componentes de definição de uma candidatura, por vezes, dizem o que podemos esperar dela ou não. Estes podem ser observados pelos seguintes momentos de definição:

- da composição partidária: elemento instrumental material de campanha (estrutura de campanha);

- da campanha em si: definição do eleitorado que tem como base importante (além de outros fatores): a imagem do candidato e sua exposição perante o eleitorado;

- da definição posterior dos acordos (depois do resultado eleitoral): estes poderão garantir sustentabilidade de governo – aqui temos a política no plano da atividade prática de governo ou representação.


No caso de Marina Silva, estamos ainda na primeira fase da definição. Frágil, pelo que se tem demonstrado, as razões vem a seguir:


Primeiro a aliança PV-PSDB-DEM-PPS começa a ruir
Publicado em 14-Jan-2010 no Blog do Zé
No Rio começa a ruir o acordo de faz de conta que abriria...
No Rio começa a ruir o acordo de faz de conta que abriria a possibilidade de formação da grande aliança PV-PSDB-DEM-PPS para apoiar a candidatura a governador do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) e as de presidente da República, de José Serra e Marina Silva.

Além do palanque duplo para os presidenciáveis tucano e verde, difícil de administrar sem que a candidatura Marina seja linha auxiliar da de Serra, o PV fluminense não quer nada com o DEM. Isso, apesar de o presidente do PV do Rio, vereador carioca Alfredo Sirkis ter sido secretário do prefeito César Maia durante 10 longos anos.
A ojeriza de Sirkis aos demos tem uma única causa: não dá para fazer aliança com o DEM, o ex-prefeito César Maia e o deputado Rodrigo Maia (RJ) - este desaparecido depois dos escândalos de Brasília, apesar de ser o presidente nacional do Democratas.
O PV não quer aliança na disputa para o Senado e nem nas chapas proporcionais (deputados estaduais e federais) porque teme que os escândalos do DEM e do PSDB - governadora Yeda Crusius (RS) e futuro governador Leonel Pavan (SC), ambos tucanos - contaminem a legenda.
O partido dos verdes, de resto, já está bastante desgastado no Rio pela aliança longeva e visceral com o DEM-César Maia e pelas denúncias contra Gabeira, de uso de passagens da cota do Congresso por parentes seus e de utilização indevida de recursos do fundo partidário.


Mas as dificuldades continuam, os escândalos dos Demos em Brasília, o PSOL e sua dificuldade de apresentar uma unidade partidária, e o PSDBismo de Gabeira no Rio são ingredientes desta:
Nova derrota da candidatura Marina
Publicado em 15-Jan-2010, no Blog do Zé

No Rio, quanto mais fazem arranjos para montar o palanque...

No Rio, quanto mais fazem arranjos para montar o palanque da candidata ao Planalto, senadora Marina Silva (PV-AC) - na verdade um palanque auxiliar velado de José Serra - e da candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) a governador, senador ou à reeleição, mais as coisas se desarrumam.
Até o meio dessa semana, era a direita, o DEM do ex-prefeito César Maia e do deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente nacional dos demos, que se recusava a fechar uma aliança com o PV no Estado. Agora é a esquerda, o PSOL - ou parte dele - que divulgou manifesto anunciando que se os verdes fecharem com Gabeira, eles retiram o apoio à candidatura Marina ao Planalto.
O PSOL, com a deputada Luciana Genro (RS) e outros integrantes da executiva nacional do partido à frente, avisa no manifesto que desiste de apoiar Marina se ela e o PV decidirem no Rio integrar a grande aliança PSDB-DEM-PPS e outros menos cotados, e apoiar as candidaturas presidencial de Serra e a de Gabeira.
Assim, depois de ver fracassar a aliança à direita no Rio com a recusa do DEM em apoiar uma candidatura Gabeira, o PV e Marina, sem o PSOL, perdem uma coligação à esquerda. Uma derrota a mais da candidata Marina. Em São Paulo, os verdes continuam no governo Serra, mas a situação não está fácil para eles.
Tentam sem êxito convencer o ex-deputado federal Fábio Feldman (ex-PMDB, PSDB, agora PV) a ser candidato a governador, mas para o cargo pensam, também, no nome do deputado Eduardo Jorge, ex-PT, agora secretário municipal do Meio Ambiente do prefeito da Capital Gilberto Kassab (DEM-PSDB).

Nenhum comentário:

Postar um comentário