sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

CHILIQUES BOÇAIS - BORIS CASOY, ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

A pergunta que não quer calar, será que o CQC terá coragem de colocar no TOP FIVE?

Em pleno bate papo com o caminheiro do brasil acerca da minha postagem anterior e o tipo de programa de televisão que nos anima, vide a postagem de O PROGRAMA MÁRCIA DA BAND DEBATE "LULA - O FILHO DO BRASIL" E O GOVERNO, surgiu do amigo caminheiro o comentário do vídeo singelo que acima reproduzo.
O herói da película é Boris Casoy, o gordinho e nada simpático ícone da moralidade cínica paulistana. A conversa de amigos, vem a seguir:
3 comentários:

Andre de P.Eduardo disse...
Demônio, eu estava assistindo essa Roda Morta comandada por campeã do barraco e cantor protobrega... meu Deus, será que nenhum de nós tinha coisa melhor pra fazer? hehe.Mas o nobel da Boçalidade de todos os tempos vai para Boris Casoy, que surge numa gafe terrível no vídeo abaixo com ofensas e humilhações para com dois garis - uma aula de como o eleitorado tucano de classe média pra cima pensa.(digite Boris Casoy no youtube, estou tentando colar o linque mas não consigo).
1 de janeiro de 2010 19:03

Luiz disse...
Pois é, temos o mesmo gosto refinado!Do Boris tenho visto rompantes de classe que levaram a apoiar na cara dura, sem qualquer desfarce de imparcialidade Collor, FHC (tomando Lula como incapaz e ignorante), Serra, Alckmin (ele não desiste). Sempre utilizando o velho jargão (talvez até argumento-muleta-slogan-publicitário-moralista): "isto é uma vergonha!"Como diria Abravanel: Boris, você é comediante? Então, você é candidato pelo PSDB?Ah, você é apresentador de programa de auditório? Ah, você é um reacionário de primeira linha? Boris, sai pra lá, sai pra lá... Oie!!
1 de janeiro de 2010 19:12

Andre de P.Eduardo disse...
Boris credenciado para liderar a campanha publicitária do Nosferatu (O Zé Alagão).
1 de janeiro de 2010 19:22

Temos compartilhado o entendimento de que o Brasil está passando por um sintoma de divisão de classe no plano da leitura da realidade:
1. os mais pobres, que estão com Lula, tem uma visão de realidade, a partir do olhar dos oprimidos. Vistos como cidadão de segunda, que não tem chance de ser qualquer coisa e cuja visão de mundo não tem base moral (segundo a visão de classe média). Estes tem considerado, como sempre fizeram a dimensão ética e de realidade, a partir da experiência própria e das pessoas que tem maior proximidade;
2. a classe média e ricos (sobretudo, a paulistana) que tem considerado a leitura de realidade, a partir de um viés moralista e de um cinismo que se percebe nas entrelinhas. Um moralismo sem base de concretude, que pressupõe a superioridade de sua visão, a inferioridade e incapacidade dos mais pobres, e a desonestidade destes últimos (como se não tivessem padrão ético. Algo que se percebe em comentários como: "também tem gente boa na favela").
Pois bem, quando o sujeito deste segundo bloco é pego de surpresa, por detrás das câmeras, em momento de pegadinha, revelam-se coisas como Ricupero no passado disse, ou como Boris, o homem que se envergonha com os defeitos alheios, agora nos aponta.
Sugiro como leitura complementar desta postagem:

Sobre o pensamento conservador contemporâneo -http://lcacoman.blogspot.com/2009/06/logica-do-ressentimento-e-do-chilique.html

Sobre a questão da ideologia - http://lcacoman.blogspot.com/2009/12/cenario-ideologico-em-tempos-de-lula.html

Sobre como pensa o indivíduo de periferia - http://lcacoman.blogspot.com/2008/12/ethos-em-ambientes-perifricos-razo-e.html

Sobre o CQC e suas preferências (um texto do nassif) -
http://luisnassif.com/forum/topics/o-cqc-e-o-humor-mal?commentId=2189391%3AComment%3A221986

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