quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O NATAL DAS RUAS


Sempre quando nos aproximamos do Natal, recordo-me da canção dos Garotos Podres (importante grupo de punk-rock anarquista) que se dirige ao "bom velhinho" da seguinte maneira: "Papai Noel, velho batuta, rejeita os miseráveis, eu quero matá-lo, aquele porco capitalista, presenteia os ricos, cospe nos pobres ..."

Pois bem, Lula, ao contrário do que os jornais e revistas dizem, e mesmo o que o senso comum parece nos ensinar, tem um alto índice de aprovação não por ser simplesmente o carismático líder de massas (pouco pensantes, para muitos) que com o sorriso largo e a fala popular agrada a todos. Se fosse assim, por que, então, viu-se em 2006 parte daqueles que agora o aprovam, bufarem frases feitas de moralismo na política, como se o mundo estivesse acabando.

Lula é um fenômeno por seu poder de constituir formas de diálogo social entre setores diferentes da sociedade. Tem uma política econômica sólida que vai além do espaço produtivo dos grandes produtores, buscando fortalecer vínculos de determinação entre os mesmos, outros setores de produção e a sociedade como um todo.

É por isso que o mundo da vida, um tempero de realidade mais próxima do concreto, parece ressoar forte ao nos depararmos com Lula. Esta é a percepção dos pobres e da classe média nacional em relação a ele, e é isso que lhe confere alto nível de confiabilidade, mesmo nos momentos de crise.

Mas isso só é possível como a resultante de um processo de gestão pública que Lula implementou e que antes não vigia no país. Tanto isto é fato, que seu modo de produzir política é saudado a quatro cantos do mundo.

Um ponto particular desse modo de fazer política, e que demonstra sua clara distinção com o governo anterior de FHC, é a coordenação de política, economia e mundo da vida que promove.
É por isso que aquilo que para os mais favorecidos soa como política assistencialista, por que observam sob a perspectiva da sua experiência, do seu mundo da vida; no plano da gestão se percebe como definição política de amplos efeitos e que busca se consolidar como política de Estado (o que também leva tempo, dada a resistência de alguns setores das classes médias e ricos).

Um dos exemplos mais recentes de sua ação que avança para além do limite de governo e tenta consolidar-se como política de Estado é a recente medida que promoveu, ao assinar ontém um decreto que determina a formação e a capacitação permanente de profissionais e gestores para o desenvolvimento de políticas públicas e que também, cria canais de comunicação para o recebimento de denúncias de violência em proteção à população de moradores de rua.

O decreto de grande importância social prevê, também, para População em Situação de Rua, modos de assegurar aos mesmos o acesso às políticas públicas de saúde, de educação, de previdência social, de assistência social, de trabalho, de renda, de moradia, de cultura, de esporte e de lazer.

Para a sustentação dessas medidas e de sua incorporação como medida de Estado, foi criado o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua, com nove representantes, entre titulares e suplentes, sendo cinco de organizações nacionais da população de rua e quatro de entidades que tenham como finalidade o trabalho com moradores de rua.

Lula, diferentemente do Papai Noel, velho batuta, não rejeita os mais pobres. Sua experiência no mundo da vida, no passado, faz com que não os esqueça e compreenda suas necessidades. Sua política, também, não é meramente assistencialista, quem assim pensa, não acredita na autodeterminação dos indivíduos, e na sua vontade de progredir. Afinal de contas, os ideais de prosperidade do Natal "tocam" a todos.

2 comentários:

  1. Excelente artigo, Lula o 1º presidente que governa para os pobres desse país , e que diminue as desigualdades sociais entre ricos e pobres. Saúde ao nosso presidente!
    Os governos anteriores virou as costas à populaçao carente,todos os problemas cronicos de pobreza foram gerados nos governos antes do Lula ,que governaram para a elite e as classes privilegiadas do Brasil...
    ....por isso time que está ganhando nao se mexe.
    Dilma 2010!!!!

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  2. Obrigado Dida pelo elogio, concordo contigo, em time que está ganhando não se mexe!

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