segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, DEPOIS DE 1984, O SONHO ACABOU


Sobre o programa A Fazenda, o BBBrasil e o Higienópolis... Como diria Renato Russo: vivemos num mundo doente!
O futebol é vídeo-game.
A poesia coisa caduca, rimas plásticas. Repetições de uma estética repetida.
As maçãs nascem mortas e não apodrecem nas geladeiras, mesmo depois de tanto tempo!
A violência social é cruel, presente e generalizada, o tapa na cara doi de verdade. Os moradores de rua são desprezados e há quem os queira longe dos olhos.
O discurso é de constrangimento, mas a ação é o desprezo.
A "razão" da Academia descobre o difuso, a imprecisão.
A política flerta com o vídeo e ambos vivem um jogo de blefes sob os olhos da grande platéia.
Brito Júnior sonha em ser Pedro Bial. Dado Dolabella bate em mulheres e vira herói. Netinho de Paula, talvez, senador.
Globo e Record gritam meias verdades capitais.
Os homens, por sua vez, se dividem: uns estão nas ruas, outros (poucos) na mídia. E tem quem queira, talvez desesperado, estar na moda! Viva Gilmar Mendes, o déspota do Brasil.

Obs. sobre um pouco de dignidade futebolística e da apropriação midiatizada de um personagem socialmente fragilizado advindo das ruas (que explica a tríade Gilmarbarbozakaliliana: rua-mídia-moda) indico os textos: Meninas eu vi (1/08) e O fenômeno Zina e a tragédia humana (28/08), no endereço http://apuntesyescenas.blogspot.com/, de autoria de Pedro Leonardo: o analista esportivo mais batuta do Brasil!

2 comentários:

  1. Como é que podemos pensar a nossa existência se tudo está acabando, definhando? Apesar do Abujanra dizer que devemos idolatrar a dúvida, esta última também se dissolve neste contexto em que o sonho acabou. É mais sombrio pensar no que ainda está por vir.

    Sobre as meninas do futebol feminino e o Zina, penso que o imaginário coletivo (infelizmente, a grande maioria) ainda não entendeu que essa tragédia é de todos nós. Quando entenderem isso, talvez um dia poderemos sonhar com um esforço coletivo de um país.

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  2. Cara, voce caprichou nos referenciais do Abissal Humano. Quase passei mal lendo isso.
    Como tudo isso pode ser tao "normal"? Ah, eu é que sou muio ingenuo mesmo....

    Fortissimo abraço!

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